Rugby de Calcinha

Super Sevens 2016 sofre um retrocesso

Em pleno ano de Olimpíadas, o Super Sevens Feminino sofrerá redução de 50% em relação ao número de etapas. Alegando problemas econômicos, a CBRu (Confederação Brasileira de Rugby) informou no dia 20 de maio de 2016, por e-mail, as mudanças para este ano. Tais mudanças atingem também a modalidade XV, porém temos algumas perguntas que não queremos calar:

  • Por que em pleno ano olímpico a nossa modalidade recebe menos atenção do que o XV?
  • Por que a modalidade que alavancou os investimentos para o rugby foi justamente a que ficou com menos incentivo?
  • O Ministério do Esporte por sua parte irá investir em um centro de treinamento de alto rendimento para o rugby, até onde sabemos no Estado de São Paulo e ficará como legado olímpico. Mas para quem, para um esporte olímpico ou haverá um desvio de função?
  • Como ficará a situação do Sevens para os próximos anos, visto que em pleno ano olímpico está sofrendo este descaso?
  • Qual o investimento nos excelentes jogadores (masculinos) que vieram para compor a seleção de XV?

Já ouvimos falar que o Sevens não é rugby, que é um subproduto do XV. Sim, apesar de absurdas, estas frases já foram pronunciadas em alto e bom som, mas até aí tudo bem, pois ignorância não deve ser combatida com ignorância. Mas, diante dos fatos estas frases ficam ecoando na memória, principalmente das MULHERES que tanto fizeram pelo rugby nacional desde sempre. Desde quando não havia o mínimo de apoio nem de reconhecimento, lá estavam elas, dando o sangue pelo esporte e temos certeza que não será este perrengue que fará com que ajam diferente. O que é triste é tanta preparação, investimento em treinamento, contratação de técnicos e todo o staff necessário para que os clubes se desenvolvam e aí, no último momento receberem a notícia sobre a mudança. Ainda assim, as informações só foram passadas após os oito clubes principais se unirem e solicitarem com todo o espírito do rugby as informações para poderem se organizar.

Não vamos esquecer que foi o Sevens que trouxe os investimentos para o rugby, foi o Sevens que colocou o rugby nos holofotes. Não se trata aqui de uma competição de qual modalidade é maior ou melhor, pois as duas são rugby, o que queremos tratar aqui é, porque o investimento maior tem ido para o XV?

Também não se trata de uma disputa de gênero, pois o Sevens masculino tem sofrido também, basta ver o formato do nacional de Sevens masculino para se ter a noção do tamanho da importância que tem recebido.

Não queremos levantar polémicas, mas acreditamos que um debate saudável e cortês cairia bem. Já está na hora dos clubes serem ouvidos e receberem a atenção merecida, nossa confederação é grande, e sim é motivo de orgulho, mas ultimamente tem levantado muitos questionamentos, principalmente por não ouvir os clubes. NÃO EXISTE SELEÇÃO SEM CLUBES, ONDE SÃO FORMADOS OS ATLETAS.

No dia 4/06 haverá uma reunião de CA da CBRu, que visará discutir a estratégia da confederação para os próximos anos. Já é um começo, porém será uma reunião para discutir assuntos futuros e esperamos que a maioria dos clubes participem.

Mas, como o nosso problema é o “presente”, no momento estamos muito tristes com o andamento do Super Sevens. Entendemos que o momento político e econômico é delicado, nosso questionamento não é este. O problema é sim a distribuição dos investimentos que não estão claros. O que houve para em pleno ano olímpico o maior campeonato de rugby olímpico não ser captado apesar de aprovado pelo ME?

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Veja o que muda nos três torneios – Super 8, Taça Tupi e Super Sevens, (porém somente o Super Sevens terá uma redução de 50% no número de etapas).

– Arbitragem

1) Nomeação/pagamento apenas dos árbitros centrais. Os assistentes e mesário deverão ser providenciados pela equipe mandante. Esta foi a forma também encontrada pelo WR para viabilizar o ARC em fevereiro – todos os árbitros assistentes foram locais e é também o modelo do WSS o Circuito Mundial Feminino de Sevens.

– Viagens times

Todas as viagens serão de ônibus exceto para os trechos – Porto Alegre à São Paulo, Porto Alegre à Rio de Janeiro

POA/SP; POA/RJ; FLN/RJ e VIT/CWB. As viagens de ônibus não ultrapassarão a quantidade de KM máxima que é usada em países do Tier 1 como França e Argentina.  

 – Filmagem

A filmagem de cada jogo deverá ser providenciada pelo clube mandante e disponibilizada no Youtube nos dias seguintes à partida.

– Não haverá Hotsite como em 2015

O Super sevens iniciará após as olimpíadas, e as etapas serão concentradas em SP e PR onde há menos deslocamentos e também onde mais times viajam de ônibus. O campeonato fica assim com as seguintes datas e locais:

 

  1. São Paulo – SP / 24 e 25 de Setembro de 2016

 

  1. Curitiba – PR / 15 e 16 de Outubro de 2016

 

  1. São Paulo – SP / 26 e 27 de Novembro de 2016

 

A taxa de inscrição no campeonato será reduzida para R$ 1.500,00 para os times fixos (antes era R$ 3.000,00) continuando a valer a inscrição no valor de R$ 300,00 para os times convidados.

 

Texto: Equipe RDC