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Federação Paranaense tem nova diretoria e calendário feminino exclusivo para 2016!

4 de fevereiro de 2016

federação pr

Aconteceu no dia 30 de janeiro em Curitiba a reunião entre os clubes paranaenses onde foi eleito o novo corpo administrativo da Federação Paranaense de Rugby ficando assim denominado;

Presidente: Juarez Villela Filho “Jota” (foto)

juarez

Vice-Presidente: Fabio Rodrigues “Mau Mau”

Secretário Geral: Rafael Stocco

Diretor Desenvolvimento: Nei Vasconcelos

Diretor financeiro: Marcus Vinicius Pardo “Dida”

Diretor arbitragem: Eduardo Vila “Chile”

Coordenador rugby infantil: Aurelio Spegel

Coordenador rugby juvenil: Arnu AK

 

O calendário do rugby paranaense também já está todo alinhado. Quanto ao calendário feminino será mantido o mesmo sistema, com um campeonato exclusivo para as meninas (descolado do calendário masculino). O Paraná foi o primeiro estado a realizar o certame feminino em cinco etapas e independentes da agenda masculina. Isto deu as meninas mais autonomia e consequentemente mais responsabilidades e nota-se que todas estão se saindo muito bem, ano a ano o nível do campeonato só vem melhorando. Um sólido campeonato somado a liga Sul Brasileira Feminina onde participam os melhores times do sul do pais reflete nos resultados nacionais onde as meninas do Sul têm seu protagonismo garantido no cenário nacional.

A agenda das meninas do paraná ficou assim:

1ª Etapa- 20 de março em Toledo

2ª Etapa- 08 de maio em Maringá

3ª Etapa- 07 de agosto em Londrina

4ª Etapa- 27 de novembro em Londrina

5ª Etapa- 10 de dezembro em São José dos Pinhais

Conversamos com o presidente da Federação Juarez Villela Filho que como sempre foi muito atencioso. Desejamos um excelente segundo mandato e agradecemos o respeito dispensado ao rugby como um todo e principalmente ao rugby feminino.

RDC- O campeonato paranaense é um dos mais organizados do país. O que levou a FPRu a investir em um campeonato exclusivamente feminino? Existe alguma novidade em relação ao ano passado?

Juarez- A forma como eram os jogos do feminino acabaram mostrando serem mera solução paliativa. As garotas jogavam com um calendário colado ao masculino, ou seja, viajavam por vezes uma noite inteira para jogarem somente 15 minutos ou raras vezes duas partidas num mesmo dia. O desenvolvimento que almejávamos mostrava que o campeonato deveria ser independente e na forma de circuito, como veio a implementar a CBRu anos depois.                                                                                                                                              O Feminino de Rugby Sevens no Paraná, face ao que manda o Estatuto do Torcedor, segue com a mesma fórmula este ano da que fora implementada ano passado, com cinco etapas distribuídas durante o ano.

RDC- Qual a vantagem (esportiva) para as meninas em ter um calendário próprio?

Juarez- Primeiro é a organização prévia. Este ano, cinco das seis equipes disputantes do torneio serão sede de alguma etapa e isso será sabido desde janeiro. Uma vantagem ainda é permitir que as equipes disputem, sem prejuízo de calendário, uma competição mais forte como a Liga Sul (realizada pelas federações do sul do país), que se mostrou uma competição extremamente positiva para o desenvolvimento regional

RDC- Quantos times femininos são cadastrados na FPRu.?

Juarez- Temos disputando o circuito atualmente seis equipes, mas ainda há equipes que não atuaram ano passado em Cianorte, Cascavel e Guarapuava.

RDC- Qual a maior dificuldade em se montar um calendário estadual?

Juarez- O rugby obedece uma hierarquia e assim como devemos esperar a CBRu definir suas datas, e esta aguarda as determinações da Consur que deve seguir o IRB. Todos os clubes têm vontade de mais jogos, mas para isso é necessária estrutura, deslocamentos e consequentemente isso implica em aumento de custos. A maior dificuldade hoje é conciliar esse fator: vontade de mais jogos x orçamento limitado dos clubes. Temos conseguido equacionar isso bem, dentro de nossas possibilidades a comprovação disto são os resultados.

RDC- Além do Curitiba Rugby, quais Clubes tem se destacado?

Juarez- O CRC investiu forte na base e colhe frutos por isso. O Urutau conta com garotas experientes, mas também tem feito surgir uma nova safra bem promissora. O grande destaque, entretanto, é o Toledo. Desde que surgiram no cenário estadual em 2013 elas mostram muita constância e garotas de bom porte físico. Não à toa venceram as duas últimas etapas e ficaram somente um ponto atrás do Curitiba na classificação geral. Vale destacar que o Londrina é uma equipe nova e com um jogo muito consistente e reconhecer que a equipe que mais evoluiu ano passado foi o Hawks Maringá, com uma melhora sensível em seu nível de jogo. Em suma, o certame tem sido equilibrado e torna-se ainda mais equilibrado ano a ano.

RDC- Como os clubes se comportam em relação a seus times femininos, existe apoio e incentivo?

Juarez- Creio que os clubes abriram os olhos para a realidade. O rugby feminino existe e é muito forte no Brasil. Mesmo os clubes onde parte da direção e sua formação é de argentinos, país onde tradicionalmente os rapazes jogam rugby e as meninas hóquei, perceberam que no Brasil nossas meninas pegaram gosto pela coisa e que é inevitável apoiar a investir no rugby feminino. Além do mais, é comum as meninas serem mais organizadas e em boa parte dos clubes elas acabam ajudando no terceiro tempo, na loja de venda de artigos dos clubes, vendendo camisetas e sempre na torcida. Nesse ponto há de se reconhecer, as garotas são MUITO mais agilizadas e antenadas que os rapazes. As meninas cada vez mais mostram sua capacidade e por isso o apoio e incentivo tem sido crescente.