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Campeonato Paranaense de Rugby Seven, Curitiba e Urutau vão para o BR SEVENS

25 de novembro de 2014

Aconteceu no dia 22 de novembro a decisão do Campeonato Paranaense de Sevens. A etapa foi realizada pelo time de São José dos Pinhais (Urutau Rugby) junto a FPRU, que por sinal coincidiu com  a 1ª etapa do masculino, que este ano será decidido em duas etapas.

As touritas mantiveram a liderança e consagraram-se mais uma vez campeãs da etapa, levando também o título de campeãs paranaenses pela 3ª vez, garantindo assim a vaga para o brasileiro de sevens (BR SEVENS), que acontece dias 13 e 14 de dezembro em São José dos Campos (SP).

touritas rdc

A segunda vaga do Paraná ficou com a equipe do Urutau que também fez uma bela campanha.

urutau rdc

As lobas de Guarapuava (Lobo Bravo) levaram o terceiro caneco,  este ano a equipe veio com tudo e foram a revelação do campeonato. A organização do torneio elegeu Ângela Marx do Lobo Bravo como melhor jogadora da etapa. Ficamos felizes em ter incentivado as meninas, vocês realmente mostraram para o que vieram! Veja a história das meninas AQUI!

lobo rdc

CLASSIFICAÇÃO GERAL FEMININA

1º Curitiba Rugby > 80 pontos (vaga Br Sevens)

2º Urutau > 52 pontos (vaga BR Sevens)

3º Lobo Bravo > 32 pontos

4º Pé vermelho > 22 pontos

5º Maringá > 24 pontos

6º Cascavel > 16 pontos

7º Toledo > 06 pontos

resulta

Parabéns a todas as equipes do Paraná, torcemos para que um dia todas cheguem onde almejam!

Confira agora entrevista com o vice presidente da FPRu Juarez Vilela Filho, que conversou conosco e gentilmente com todo seu espírito de rugby nos contou sobre os planos para o futuro para o rugby paranaense.

RDC> Como o sr. considera o nível das equipes neste ano de 2014.

O nível das equipes deu um grande salto em 2013 e diminuiu um pouco em 2014. Nada desmerecedor, porque sair de um patamar de nota 3 para 6 é dobrar alguma coisa, mas ir de 6 para 7 é um acréscimo de somente 15%!Hoje acho que temos um rugby feminino nota 7 no Estado. Já melhorou, mas pode (e deve) melhorar muito mais.

RDC> O sr. notou algum diferencial nas equipes deste ano em relação aos anos anteriores?

Tivemos um crescimento muito grande do CRC e especificamente uma equipe esteve muito abaixo do ano anterior, que foi o então vice campeão Toledo. Acho que a tendência a partir de 2015 é um maior nivelamento pelo menos entre as 4 principais equipes.

RDC>Qual equipe considera revelação de 2014 e por que?

Lobo Bravo sem dúvidas. As garotas voltaram a ativa e possuem o mesmo sentimento de entrega e disposição que o time masculino. Aliás, é uma marca a ser reconhecida, o Lobo conta hoje com as 3 categorias (adulto masculino, feminino e juvenis) e sempre luta até o fim. Acho que as Lobas vão dar ainda mais trabalho em 2015.

RDC>O que podemos esperar para o rugby feminino do Paraná nos próximos anos?

Nas próximas semanas estaremos passando o calendário anual da Federação e o feminino terá 5 etapas do estadual. Temos ainda Liga Sul entre março e maio, além das 6 etapas do Super Sevens Feminino, onde queremos colocar duas equipes disputando o circuito. A Federação Paranaense, mesmo com todas as suas limitações, foi a primeira a ter um calendário tão extenso com disputa de etapas no modelo circuito, já tendo mandado jogos em todas as cidades filiadas e durante todo o ano.
Nossa ideia em 2015 é manter o atual formato e iniciar o desenvolvimento de campeonato M-19 a partir de 2016. O futuro do rugby depende das categorias de base.

RDC> Houve algum contratempo neste campeonato?

Tivemos alguns problemas pontuais já resolvidos por deliberação da FPRu com a desclassificação de uma equipe por inscrição irregular de atleta e reiterados problemas de disciplina. Contamos com o apoio de todas as demais equipes para a tomada de decisão e isso fortaleceu a entidade como um todo.
Bola pra frente!

RDC>Quais os planos para o desenvolvimento das equipes do interior?

Assim como no adulto nossa intenção é desenvolvimento técnico planejado. O que acontece hoje é termos muita boa vontade mas pouco conhecimento, então acaba-se ensinando errado. É como se eu com toda minha vontade, mas completa ignorância em treinamento de rugby, fundasse um clube em alguma cidade onde fosse trabalhar e acabasse ensinando errado minhas atletas. A gestão de desenvolvimento e envio de pessoal capacitado, em especial na pré temporada de 2015, é um dos desafios que a Federação vai encarar para desenvolver o rugby de forma ordenada e planejada no Estado.

E completou:
Eu creio que o ano de 2014 foi de muito aprendizado para o rugby paranaense. Não só no feminino, mas em tudo vimos um crescimento em 2012, um boom em 2013 e algo mais lento em 2014. Os clubes que jogaram a Taça Tupi sentiram o peso de não terem grandes elencos e por falta de melhor planejamento não conseguimos enviar pelo menos duas equipes paranaenses para a disputa da Liga Sul feminina.
Há de se buscar melhor gestão tanto dos clubes quanto da Federação, ampliar o número de praticantes e especialmente, fazer com que os clubes se atentem que sem categorias de base, sem formar treinadores através dos cursos de coaching que disponibilizamos durante o ano e que tiveram adesão muito aquém do esperado e que se não formarmos nossos próprios árbitros dentro de cada clube, ficaremos estagnados.
O rugby brasileiro está crescendo de maneira avassaladora e repito, experimentamos um grande salto e hoje em dia ainda voamos muito baixo. Creio que 2015 será o ano para dar uma grande guinada e fazer com que o rugby paranaense deixe de ter somente um expoente como é o CRC, campeão brasileiro, com seu feminino ainda muito jovem permanecendo na elite nacional e com seu projeto social VOR – Vivendo o Rugby – sendo premiado internacionalmente.
Temos um M17 masculino vice campeão brasileiro, temos o título do feminino M18 e temos que fazer com que nossas equipes do interior entrem com reais chances na Taça Tupi. Esse é o nosso desafio!

RDC> Obrigada pela atenção a nos dedicada e bom trabalho em 2015