Rugby de Calcinha

Veja como foi o Super Sevens 2014

Depois de idas e vindas por seis estados, contusões, gelo, kinésio, choro, risos, abraços, gritos, ansiedade, nervosismo e momentos de euforia; finalmente chegou ao fim a edição do SUPER SEVENS 2014. Ao todo participaram 16 times (entre fixos e convidados) de nove estados brasileiros. Apesar de todas as dificuldades que foram desde vaquinhas para angariar fundos até ansiedade pela recuperação de lesões, isso sem contar problemas de conciliação do rugby com estudo, trabalho e família, ainda assim pode-se dizer que o saldo foi positivo. Muito ainda há a ser feito, mas ficou claro que o caminho está sendo trilhado e nossas heroínas (sim porque rugbier brasileira tem um pouco de maluca e  heroína) fizeram de tudo pra entrar em campo e não deixaram por menos. Foram grandes jogos, belas jogadas e muita mais muita raça em campo.

Durante todas as etapas foram feitas reuniões de arbitragem e reuniões técnicas com o objetivo de alinhamento das ações e elevação do nível técnico, tanto da arbitragem quanto das equipes. Entre erros e acertos, o certo é que abriu-se a discussão sobre qual o caminho deve ser trilhado no rugby feminino. O principal prejuízo foi a falta de times convidados, talvez este seja o maior ponto a se questionar, pois apesar de ser um torneio muito atrativo do ponto de desenvolvimento técnico, infelizmente os clubes fora do circuito (8 fixos) tiveram muita dificuldade em comparecer. Pesquisamos entre os times convidados e concluímos que o primeiro problema foi o financeiro e o segundo foi a questão de calendário, como foi o caso do Paraná em que a etapa coincidiu com os jogos abertos e os times do interior já tinham se comprometido com o evento. Enfim, achamos que este é um assunto a se discutir para tornar mais viável a participação dos times que não estão incluídos no projeto do Super Sevens que qualifica apenas os oito times melhores colocados no BR Sevens (campeonato nacional que contempla os campeões estaduais).

trofeu helen

O Super Sevens é um torneio de desenvolvimento em que participaram os melhores times do país  e após altos e baixos, no final das contas venceu o time que se manteve mais estável durante o torneio. Seguindo a onda dos gráficos (comuns neste ultimo mês), fizemos o mapa do percurso dos times acompanhado um a um em sua trajetória da primeira a ultima etapa do Super Sevens 2014 (elencamos apenas os oito fixos). O resultado mais parece o “samba do crioulo doido”, com um sobe e desce no revezamento do pódio que deixou claro no gráfico que todos os times deram muito trabalho em campo e não teve moleza pra ninguém (nem pra nós que tentamos fazer a melhor cobertura possível também nos revezando no papel de rugbier, torcedoras e admiradoras).

*Notem que não é nenhum trabalho científico. É apenas nossa interpretação do nosso ponto de vista.

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Confira a classificação final com a somatória de todas as etapas.

1 DESTERRO

1º Desterro> Foi a equipe que apresentou melhor consistência durante o torneio. Apesar de não atingir as expectativas na primeira etapa, ficando em uma inesperada 5ª colocação, conseguiu organizar a casa e ascenderam nas etapas seguintes; um 4º lugar na etapa carioca e jogando em casa as “manézinhas” da ilha garantiram o 3º lugar, o que deu gás e tranquilidade para as etapas seguintes conseguindo (não sem sofrimento) três troféus de ouro seguidos. (4ª etapa/Curitiba, 5ª Porto Alegre e 6ª etapa São José dos campos) somando assim 112 pontos e ficando com a primeira colocação geral do circuito.

2CHARRUA2º Charrua> iniciou bem no circuito com dois primeiros lugares consecutivos (1ª e 2ª etapa), mas na terceira etapa caiu de produção conseguindo apenas a sétima posição e apesar da recuperação na 4ª etapa onde garantiu a 2º lugar, voltou a cair para o 5º em sua etapa e mesmo com o excelente 2º lugar na última etapa em São José dos Campos, o resultado não foi o suficiente para lhe garantir o maior troféu do torneio, somando 97 pontos ficando assim na segunda posição geral do circuito.

NITEROI3º Niterói> Teve um bom início de temporada iniciando com um 3º lugar na etapa mineira. Subiu pra 2º colocação jogando em casa (etapa RJ), manteve o rendimento na etapa catarinense repetindo o 2º lugar, porém na quarta etapa em Curitiba e na quinta em Porto Alegre as Nikities caíram de produção com um 4º lugar e um 6º lugar. (4º PR e 6º RS). Mesmo com a 4ª posição na última etapa (São José dos Campos) somou ao todo 97 pontos o que foi o suficiente para a terceira posição geral no circuito.

4 SPAC4º SPAC> As SPAC girls, iniciaram com um 4º lugar na etapa mineira, descendo pra 5º na segunda etapa que aconteceu em Niterói. Na etapa de SC alcançou o lugar mais alto no pódio com um primeiro lugar muito disputado. Já em Curitiba não teve a mesmo desempenho caindo para o 8º lugar da etapa e apesar da recuperação na etapa gaúcha e na etapa de São José dos Campos com um 2º e um 3º lugar consecutivamente, a somatória dos pontos (97) não deixou a equipe entre os três primeiros, mesmo assim garantiu uma excelente quarta colocação geral no circuito.

5 SANJA5º São José > Composto por jogadoras consagradas como Edninha e Karininha e novos talentos que despontam para o cenário nacional, as “minas de Sanja” tiveram uma boa estreia no Super Sevens, sendo o 2º melhor time da etapa mineira e o 3º na etapa carioca em Niterói. Já na terceira etapa (SC) quebraram o ritmo e caíram para a 8ª posição, mas da mesma forma que cairam, conseguiram subir rapidamente na próxima etapa (PR) ficando em 3º. Mas as novinhas do São José sentiram o peso da pouca idade e mesmo com excelente atuação em campo caíram para o 7º lugar na etapa gaúcha e 8º jogando em casa na sexta e última etapa do S.S. Somaram 77 pontos e garantiram a quinta colocação geral no circuito.

6 VITORIA6º Vitória > iniciou em 6º na etapa mineira, caiu duas posições ficando em 8º na etapa RJ e reagiu com uma nova subida no gráfico para o 4º lugar em Florianópolis/SC e 6º em Curitiba/PR. Obteve seu melhor resultado em Porto Alegre/RS, ficando em 3º lugar e caindo em seguida para o 7º lugar na etapa paulista em São José dos Campos, encerrando com 67 pontos e se colocando na sexta colocação na classificação geral.

7 BH7º BH > As mineiras abriram o Super Sevens organizando a primeira etapa do circuito, com um resultado inesperado ficando em 8º em sua etapa e subiram uma colocação ficando em 7º na etapa de Niterói. Na etapa seguinte em SC, ganhou o troféu da taça de bronze (5º lugar) e despencou para o 9º lugar em Curitiba; obteve sua melhor colocação ficando em 4º lugar na etapa de gaúcha, despencando novamente desta vez para um 10º lugar na última etapa (SP). Somaram 48 pontos ficando coma sétima colocação na classificação geral.

CRC8º Curitiba> As touritas, time com menor média de idade (17), estrearam no Super Sevens com um 7º lugar em Minas Gerais, caindo para 10º na segunda etapa Carioca, a partir daí recuperam o fôlego subindo 6º na etapa Catarinense e jogando em casa na quarta etapa conquistaram o troféu da taça bronze (5º lugar). Já na etapa gaúcha, as touritas por problemas com a viagem ficaram no aeroporto e não puderam viajar para Porto Alegre, porém não foi decretado W.O. por se tratar de equívoco na emissão da passagem, que foi marcada para 7:30 da sexta feira e avisado que a viagem seria as 7:30 do sábado. Com esta informação em mãos, foi contratado o transporte de van e o hostel, e todas as providencias com a viagem. Estas coisas infelizmente acontecem em eventos deste porte, porem como não houve má fé de nem uma das partes, a tabela foi mantida anotando o placar de 14 x 0 para as adversárias da etapa e o prejuízo (financeiro e esportivo) foi dividido entre o Clube e a Confederação. Na 6ª etapa em São José dos Campos, as touritas mantiveram a 5ª colocação na etapa levando o segundo troféu da taça de bronze, somaram 45 pontos e ficaram com em oitavo na classificação geral.

Parabéns aos times convidados que fizeram de tudo para participarem. Apesar de todas a dificuldades vocês brilharam no S.S. e não deixaram fácil pra ninguém! Deram um show a parte mostrando que existe um rugby de alto nível além das oito vagas do Super Sevens e que este é um assunto a ser pensado e discutido (mas isso deixamos para um próximo texto).

No fim das contas entre hematomas e lesões salvaram-se todas! Após muito sacrifício e superação o objetivo, que é de desenvolvimento, foi alcançado. Tiramos o scrum cap para todas e nos vemos no BR Sevens dia 13 e 14 de Dezembro!

Um forte tackle a todas e beijo no ombro!

Créditos/fotos: FotoJump e Helen Lagares

Fonte: CBRu

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