• Home  / 
  • Notícias
  •  /  Gestora de rugby feminino do IRB comenta os resultados do WSWS

Gestora de rugby feminino do IRB comenta os resultados do WSWS

22 de maio de 2013

NZ WSWS

Por Teresa Raquel Bastos

Que competições são a chave para desenvolver o rugby é uma verdade absoluta. Afinal, todo os times treinam para competirem com outros e, assim, testarem suas habilidades. Fora do Brasil também há essa conclusão e dessa forma o rugby feminino vai crescendo.

A partir dessa necessidade, o órgão máximo do esporte, o International Rugby Board, desenvolveu mais uma competição mundial para preencher o calendário das seleções. Assim surgiu o Women’s Seven’s World Series.

Mas não só por essa razão o crescimento da modalidade se firma: a volta às Olimpíadas criou a necessidade de times melhores e mais preparados para darem um show no evento. E como será no Rio de Janeiro em 2016, a seleção brasileira tem um motivo a mais para buscarem fazer bonito.

Entrevistamos Susan Carty, gestora de desenvolvimento do rugby feminino do IRB, sobre os resultados da primeira edição do WSWS e o futuro das rugbiers que jogam de calcinha no mundo inteiro.

susan carty rugby

Rugby de Calcinha: a primeira edição do Women’s Seven’s World Series foi um sucesso. A que você atribui esse resultado?
Susan Carty:  a estreia da competição foi um grande sucesso por inúmeras razões. A excitação e o “buzz”  em torno da modalidade feminina está muito grande, e com o Rio 2016 se aproximando rapidamente, sem contar a Copa do Mundo de Rugby Seven’s  2013, eu só consigo ver esse interesse pelo feminino aumentando muito nos próximos anos. O Women’s Series deu às seleções tops de rugby feminino a oportunidade de se enfrentarem ao redor do mundo. O nível dos jogos e a qualidade do rugby mostrado no WSWS são dos melhores e concedem a muitos times, como a Rússia, a oportunidade de competir contra as nações mais avançadas de todo o mundo.

RdC: Foram 18 seleções participando esse ano, e cerca  de doze por edição. Como irá funcionar a próxima edição da competição? Será aberta a participação de novas equipes?
SC: Os times tops da Copa do Mundo de Rugby Seven’s vão formar o núcleo do WSWS do próximo ano e também os dos rankings da Copa e de rankings regionais, para decidir as vagas restantes. O Plano de Estratégia do Rugby Feminino fixou um número de objetivos entre 2011 e 2016 e, junto com os investimentos estratégicos do IRB, acredito que isso vai permitir que mais nações participem e compitam por um lugar no WSWS no futuro.

Brasil campeão Taça Bronze da etapa Houston do Circuito Mundial de Seven's Feminino

RdC: o que podemos esperar das próximas edições?
SC: Mais tries, mais entusiasmo e mais diversão! Tenho certeza que a edição 2013/2014 será mais uma vez uma vitrine do melhor do rugby feminino. No momento, o IRB está revendo o evento com os sócios para assegurar que nós estamos construindo o Series em uma fundação sólida e que configura um futuro para o rugby feminino no futuro. O formato do próximo ano será anunciado mais para frente no verão.

RdC: Quais foram os melhores pontos da competição e o que acha que deve ser melhorado?
SC: A qualidade do nível do rugby jogado e o perfil das jogadoras atingidos foram os melhores aspectos para mim. Jogadoras de rugby como Michaela Staniford (Inglaterra) e Jen Kish (Canadá) são agora nomes familiares. É muito entusiasmante ver surgirem outras estrelas do rugby como Heather Moyse fazer seu retorno ao jogo depois de ela incrivelmente ter atingido os Jogos Olímpicos de Inverno, ter sido medalha de ouro no esporte Bobsleigh. Temos também visto jogadoras vindo de outros esportes, incluindo as estrelas do Netball neozelandês, que ganharam o WSWS. Os times já têm demonstrado que cresceram na competição no nível mais alto de qualidade do rugby. Foi fantástico ver também times como a Irlanda, novas no Women’s Seven’s Series, competindo muito bem quando deram oportunidade delas participarem da etapa China. Agora planejamos a cobertura e publicidade do WSWS na contagem regressiva do Rio.

Susan Carty com a Seleção Colombiana de Rugby, no Rio 7s 2013

Susan Carty com a Seleção Colombiana de Rugby, no Rio 7s 2013

RdC: Como o WSWS ajuda os times e suas jogadoras?
SC: O Series ajuda as seleções de várias formas:
– As equipes e jogadoras fixam o olhar em representar seus países nos jogos olímpicos. A competição é o caminho para o nível mais alto do rugby. O WSWS garante isso a elas;
– Uma série mundial permite aos jogadores e times mostrar suas habilidades para um novo mercado e audiências que irão criar modelos e inspirar garotas em todo o mundo a jogarem rugby;
– O WSWS também ajudou os times a terem acesso ao investimento financeiros dos governos e patrocinadores, assim como elevarem a importância comercial do esporte. Não só para custear as competições e seus gastos, mas também promover o rugby feminino como novo mercado e estilo de vida saudável em regiões onde ainda não há o jogo.

RdC: E para a Copa do Mundo de Seven’s, como você acha que o World Series ajudou as seleções? 
SC: Ajudou significantemente para a Copa por ter dado às seleções a chance de aperfeiçoar suas técnicas nas sucessões de eventos até Moscou (onde será a Copa). A Copa do Mundo de 7s também é um importante marco durante a corrida para o Rio 2016, e também promoverá outra importante chance de competição para times emergentes como o da Rússia.

RdC: E qual o próximo passo para o rugby feminino?
SC: O IRB continua trabalhando pesado para desenvolver todas as áreas da modalidade, que selecionou três principais prioridades estratégicas? aumentar a participação de mulheres e meninas no rugby mundial; ter uma ótima Copa do Mundo de Rugby Seven’s Feminino e uma qualidade incrível para os Jogos Olímpicos que marcam a volta do rugby à competição. Essas metas estão sustentadas no desenvolvimento de um cenário global de competição, aumentando o perfil e valor comercial do rugby feminino e providenciando excelência e efetiva liderança no jogo.

capitãs-rugby-dubai-sevens-2012