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Seleção feminina segue “não profissional” mesmo após auxílio

16 de maio de 2013

Seleção Brasileira de Rugby

Por Teresa Raquel Bastos

O sul-americano de 2013, no Rio de Janeiro, terminou melhor do que nos anos anteriores, quando as tupis também venceram a competição. A boa nova na ocasião foi o anúncio de Sami Arap de que as jogadoras seriam profissionais e que poderiam se dedicar com exclusividade aos treinos e jogos.

Três meses depois, a discussão reacendida pela matéria de capa da “2016”, revista realizada pela Istoé, já existe uma concretização dessa promessa, mas que não pode ser considerada profissional. Em entrevista no Rio de Janeiro à época (clique aqui para ler), o presidente da confederação falou ao Rugby de Calcinha que a “Bolsa CBRu” seria de por volta R$ 1.500. Entretanto, o coordenador técnico da Seleção Feminina João Nogueira, informou que o auxílio atinge o teto de R$ 2.500, oriundos da verba do COB, e que elas também continuam recebendo Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte.

Veja: assista ao vídeo do presidente da CBRu Sami Arap anunciando a profissionalização da Seleção Brasileira de Rugby Feminino

Além disso, não há um “salário”, pois elas não têm vínculo empregatício, ainda que tenham a opção de abandonar suas carreiras profissionais de outros ramos para dedicarem-se integralmente ao esporte.  Na primeira leva dessa grana, apenas 15 foram contempladas, mas há planos de todas as 20 meninas do “grupo de elite” do rugby feminino brasileiro receberem a remuneração.

Leia mais: Bolsa-Atleta contempla jogadoras de rugby

Sobre a “seleção permanente”, João Nogueira afirmou que não existe. “Hoje possuímos um grupo de 20 atletas de que compõem o Grupo de Elite, mas nada é “permanente” no sentido de que não podem entrar ou sair atletas desse grupo”, disse. Como é notável nas convocações para os jogos, acaba havendo um rodízio na equipe pois são comuns lesões, oportunidades para novos nomes e, claro, outros motivos que impedem um grupo fixo. Logo, “seria impossível ter apenas 12 atletas em um grupo ‘permanente'”, explica o coordenador técnico.

A CASA DO RUGBY
brasil rugby
Além disso, as atletas que não moram em São Paulo já puderam se mudar para a “Casa do Rugby“. O endereço na capital paulista reúne todas as atletas que se mudaram para a cidade. Os treinos têm acontecido diariamente, daí a necessidade de um espaço que substitua o hotel e, com essa mudança, melhore o entrosamento entre elas, que é refletido na qualidade das jogadas em campo.

As primeiras 15 meninas a receberem são:

Angélica Gevaerd
Barbara Santiago
Beatriz Mühlbauer
Carla Barbosa
Edna Santini
Julia Sardá
Juliana Santos
Luiza Campos
Maira Behrendt
Mariana Ramalho
Paula Ishibashi
Raquel Kochhann
Tais Balconi
Thais Rocha
Thamara Rangel