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A rugbier brasileira que conheceu o Chabal

Texto enviado por Mahyara do Nascimento Pereira, jogadora do Recife Rugby Club

430155_2933118855629_81957009_nO ano foi 2012, mais precisamente 12 de março a 8 de junho. O objetivo inicial era um só: rever a família e aproveitar Paris de novo, só que dessa vez com a visão de 21 anos – bem diferente da de 16.

Ir a todos os lugares que não tinha ido, e visitar novamente outros. E claro, ir atrás de algum jogo de rugby para assistir, num estádio próprio, com toda a estrutura e público. Coincidentemente, o cunhado da minha madrasta era jogador da equipe de Massy Essonne (Rugby Club Massy Essonne) – na cidade de Massy, ao lado de Palaiseau, onde meu pai mora, a 20 minutos do centro de Paris – e hoje é técnico do time juvenil masculino (todos os técnicos dos times juvenis, masculinos e femininos são jogadores ou ex-jogadores – e todos muito gatos por sinal, hehe).

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Como ele sabia que eu treinava em Recife, já chegou dizendo que estavam esperando a brasileira no campo e que, possivelmente, iria conhecer alguém da equipe francesa. Na minha cabeça só veio um nome: Sébastian Chabal. E era justamente ele que eu ia conhecer! Em todo treino – que era muito bom – eu levava minha câmera, minha mini bola de rugby francesa e uma caneta permanente, porque né, vai que… Bom, passou um mês e nada de Chabal, até que deixei de lado e curti mais os treinos. As meninas sempre muito receptivas e disciplinadas, das mais gordinhas até as “estrelas” – as que fazem os trys. E ainda cantavam toda vez que eu chegava, a única frase em português que elas conheciam: “Delícia, delícia, assim você me mata…” (creio que até hoje não sabem o que significa isso, hehe). Fora que a equipe feminina é a melhor do complexo Essone (são várias cidades no distrito, não sei bem quantas…). Tanto elas quanto os meninos são os melhores.

Treino vai, treino vem, mais experiência na mala até que chego no campo só com a roupa e a bolsa com a chuteira dentro. Guardo a bicicleta, vou pro aquecimento e… “PUTAIN! C’EST PAS VRAI!” (Porr*, é mentira!). Sim, era ele! CHABAAAAAAAAAAL! O homem dos tackles perfeitos, o animal, o homem das cavernas… ele, um ídolo do rugby… treinando ali, no mesmo campo que eu ia começar a treinar!! Lógico que as meninas riam muito e ficavam super naturais ao lado dele, já que estavam acostumadas com a presença da equipe francesa pelo menos duas vezes no mês.
Não tinha levado câmera, caneta, nada! Então tinha que registrar aquele momento pelo celular mesmo. Resolução péssima, mas dá pra ver meu sorriso quase rasgando minha boca. Foi sem dúvidas um dos dias mais felizes dessa minha temporada em Paris (olhe que teve inúmeros dias assim!).

Ele muito educado e quase um armário, me deixou ficar em cima de um batente para ficar quase da sua altura. Fez questão de tirar 2 fotos, e agradeceu o carinho, mesmo eu tendo gaguejado muito, hehe. E foi embora, deixando um pouquinho da experiência dele por osmose, hehehe.

Infelizmente não pude ver os treinos da seleção, pois nunca eram no dia do feminino (aquele dia foi excepcional), e eu tava curtinho muito mais a cidade luz do que qualquer coisa naquele momento, mas valeu a pena conhece-lo. E lógico, assistir a três jogos da equipe masculina de Massy, que ganhou a final do campeonato parisiense.

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Enfim, foi uma experiência que jamais pensei em passar. Treinar num campo ótimo, com uma equipe do mesmo porte que a minha (DÁ-LE RECIFE RUGBY CLUB!), com pessoas muito profissionais e humildes, e para ser ainda mais incrível, conhecer Chabal!!! Até hoje mantenho contato com algumas meninas, só guardando meu lugar quando eu passar por lá de novo. Com certeza, a melhor ida à França até agora. E totalmente inesquecível!

ALLEZ MASSY!

Comentários

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