Rugby de Calcinha

Correndo (literalmente) para a seletiva

Edninha correndo no Rio 7s 2013 - Foto: Betho Alvez / Rugby de Calcinha

Por Wanda Jentzsch

Acabou o sul-americano e nossas meninas foram campeãs pela nona vez. Foi lindo! Isto estimula as atletas de todo o Brasil que estão se preparando para a seletiva (ou pelo menos deveriam), que será a chance de serem notadas e mostrarem seu rugby.

Mas para isso antes terão que CORRER, e muito, pra cumprir os testes físicos. Nos jogos do Rio 7’s pudemos observar que as meninas estão super em forma, como dizem na minha terra, as tupis estão nos cascos. (sou do Paraná, daí!).

Juntar-se a elas não é impossível. Imaginem que orgulho poder jogar com as gurias, que mega aprendizado!

Todas já deram uma olhada no protocolo?

Não é difícil de entender a escolha destes testes, pois um jogador de rugby precisa ter a capacidade de variar velocidade, resistência, força e explosão, e administrar o fator psicológico. Estas habilidades são facilmente identificadas nestas provas.

Dos testes exigidos, vou focar aqui a prova dos 400m, porque a preparaçào para esta prova passa indiretamente pelo treinamento para as demais. Conversando com Roseli Machado, técnica de atletismo e ex-atleta olímpica de maratona (leia matéria dela aqui) , confirmei que a rotina de treinos para esse exercício trabalha velocidade, força e resitência, itens necessários para o yoyo teste e 40m rasos, presentes no protocolo da CBRu.

Velocidade de corrida é um dos quesitos analisados na Seletiva de rugby

A prova de 400 metros é conhecida como um exercício muito complicado. Os corredores precisam saber negociar uma boa velocidade com a resistência.O percurso deve ser dividido de maneira que cada ponto de manutenção ou aceleração de velocidade seja demarcado. É importante não acelerar muito nos primeiros metros, e ao acelerar fazer a manutenção da velocidade, é aí que entra em cena a resistência e concentraçao.

Ao levar o corpo ao limite, o atleta está exposto a inúmeras contusões musculares. Por isso a necessidade de precauções na prevenção de lesões, fortalecimento muscular, aquecimento, exercícios de flexibilidades, que se mostram imprescindíveis. Não dá pra falar em velocidade e resistência sem trabalhar força! Cuidem-se!

Algumas táticas utizadas (considerando-se uma pista)

» iniciar com domínio e manutençao de ritmo

» acelerar forte durante a primeira curva

» na primeira reta, alívio pequeno do ritmo

» na segunda curva o atleta se prepara para o ‘sprint’ final

» nos últimos 100 metros, o atleta usa todas suas forças para terminar a prova (sprint final)

pista_de_atletismo

Por tanto, imaginem o percurso em volta do campo e tracem uma estratégia. Depois treinem exaustivamente até dominarem os esforços do corpo. Exercícios educativos de corrida também caem bem, pois quanto melhor a postura de corrida, maior o rendimento e menor o desgaste.

Treinem distâncias mais longas, com alternância de velocidade, que na hora não faltará gás. Não esqueçam que a cada 1000m deve haver pelo menos 10 minutos de intervalo.

Treinos velozes servem para melhorar a velocidade de resistência do corpo. Quando aceleramos e mantemos a velocidade por mais de 100m, obrigamos o coração e pulmões a conduzirem mais oxigênio e nutrientes para as células. Com a manutenção dos treinos, o organismo passa a melhorar com o tempo, facilitando a absorção de elementos imprescindíveis para manter a contração muscular por mais tempo. (Faça o cálculo: mais esforço com menos gasto de oxigênio é igual a maior resistência)

Pronto! Sua velocidade de resistência para treinos mais curtos para ser usada nas provas está garantida.

Vale lembrar que a intensidade, a quantidade e o intervalo de cada treino, dependem de adequações que o médico, o fisiologista ou o professor de Educação Física poderão ajustar a cada pessoa.

Daí a importância de seguir um método e não inventar.

Quer saber mais sobre corridas? Eu recomendo esse site 🙂

Quarta que vem tem mais dicas para te ajudar a conquistar uma vaga na Seleção! Acompanhe!