Rugby de Calcinha

As características das tupis convocadas para o Rio 7s

Seleção Brasileira de RugbyPor Ana Diva

Você conhece as Calcinhas escaladas para representar o Brasil em mais um sul-americano?? Não??? Então teremos o maior prazer em apresentá-las a vocês. Fiz parte da Seleção anos atrás e vou contar um pouco de como cada uma é em campo (e um pouco fora dele).

Antes de começar, você sabe quantas vezes elas já foram campeãs?? ÉÉÉ, amigos, as meninas estão em busca do 9º título.  Eneacampeonato chega a ser um palavrão, mas é um grande titulo – pensando na luta que enfrentamos (até hoje) para conquistar o nosso espaço. Tem muita gente boa que já fez parte disso e que ajudou a construir os degraus desta conquista.

Vamos lá para as convocadas:

Angélica BinhaAngélica Pereira Gevaerd: A BINHA. Para quem não sabe, a Binha começou um pouco atrapalhada, no SPAC. Não era aquela menina que já no primeiro treino demonstrava que teria um grande futuro no rugby. Mas a Binhazinha é muito persistente e determinada. Trabalhou duro em sua parte física e suas habilidades (passe, tackle, apoio, velocidade…). Ela não tem um ponto forte; se propôs a fazer tudo bem! Eu a admiro muito, pois hoje ela está exatamente onde sonhou estar. O irmão dela jogou na Seleção juvenil e ela tinha este sonho também. Gollll, Binhazinha, receba esta cordinha da Diva!!

Baby FuturoBeatriz Futuro Mühlbauer: A BABY. Tem este apelido porque começou a jogar em Niterói, novinha e magrelinha, sempre acompanhada da sua irmã, Cristiane Futuro. Já tive o prazer de ser comandada por ela. Baby já foi capitã da Seleção, amigos, e posso garantir que mandava bem nisso também. Teve de abrir mão da capitania, pois queria passar um tempo na GRINGOLÂNDIA (como ela mesma diz) para melhorar seu nível. Passou mais de um ano na Austrália, jogando e treinando por lá. Quando voltou, não pode se integrar diretamente ao grupo. Coisa que, modéstia a parte, eu não concordo. Acho que uma atleta que já foi capitã de uma Seleção tem passe livre para retornar ao grupo. Claaaro, desde que esteja em plena capacidade física (sem lesão). Minha admiração por ela extravasa os limites. A Baby abre e abriu mão de tanta coisa para se dedicar a nós, à nossa Seleção. VAI, BABY! Mostra para as gringas que você está de volta e em casa, jogue o seu lindo rugby malandro, amiga.

Edna SantiniEdna Santini: A EDNA. Fruto do projeto social do São José Rugby, começou mais pirralha que a Baby!  Veio de uma segunda geração do São José. A Edna era uma lazarentinha (com o perdão da palavra), pois sempre foi muito rápida e, vamos combinar, ficar correndo atrás de pirralha cansa pra caramba!! Sempre se diferenciou do grupo e só teve a amadurecer como pessoa para poder se fixar de vez no grupo da Seleção. Era fato que a hora dela chegaria… e chegou! Gosto muito de vê-la jogando com a Seleção. É pequena, mas tem uma voracidade, uma garra, um força… Tem dado trabalho para as adversárias. Vai lá, Miguédna! Mostre para todos que as caipiras também são FODAS!

Julia SardáJulia Albino Sardá: A JULIA. Desde a primeira vez que a vi jogando me chamou a atenção pela sua BELA postura de corrida. Ela vem do atletismo e eu sou de uma época em que não se tinha muita técnica de corrida, nem muito cuidado com este tipo de preparação. Então, quando se via uma pessoa correndo bonitinho, todo mundo notava. Por vir de esporte individual, ela sempre foi muito determinada e preocupada com seu preparo físico. Ganhou a Seleção rapidamente, e acredito muito que a Seleção também ganhou com ela assumindo a capitania. Acredito que deva ter sido um grande desafio aprender a lidar com um grupo cheio de talentos e meninas com mais experiência que ela. Sua determinação chegou em um momento muito importante para as tupis. Parabéns, capitã. Tinha algumas dúvidas quanto à sua indicação, temia que você não conseguiria… mas, vê-la assumir as rédeas e impor o respeito de nossas atletas diante das adversárias, me fez admirá-la!!

Juliana Esteves XoxaJuliana Esteves dos Santos: A XOXA. Nossa melhor atleta do sevens de 2012. Esta aqui quando chegou me assustou! Sempre muito forte e agressiva (não agressiva de maldosa; agressiva na intensidade de jogo). Eu, que era acostumada a ser o tratorzinho, tive de correr atrás dela várias vezes! E é tão gostoso isso… saber que tem uma pessoa nova, que está se destacando e  dando trabalho. É muito legal ver quem se preocupa em marcar para não te deixar passar, que assume isso mesmo sem te conhecer. “Ju, chegou zicando mesmo, hein, Jão?!?”  Aposto que não sou só eu que vibro com os tackles que ela dá por aí. Basta ver os vídeos dos jogos nos últimos tempos. A Xoxa está causando mundo a fora e não é por conta da bota “BAFÔNICA”… é pelo jogão que tem nos proporcionado! Você é a força BANDEIRANTINA!!

Luiza CamposLuiza Gonzalez da Costa Campos: Tive o prazer de acompanhar a seletiva dela e digo uma coisa: fiquei cansada só de vê-la fazendo o BIP TESTE… “JEZUIS”! Ela veio MUITO BEM PREPARADA PARA A SELETIVA. Vinda de um time de meninas grandes, onde raramente se vê uma pequena. No primeiro dia, nos testes físicos ela foi a melhor! Voltamos para casa e, conversando sobre o potencial das meninas, eu a destaquei de cara. Mas ainda estava faltando o segundo dia, as técnicas de jogo. Ela me surpreendeu MUITO! Achei que seria mais uma novata com físico e sem técnica nenhuma! Graças a Deus, eu estava errada! Fico muito feliz de vê-la neste grupo, pois ela tem muito potencial, é nova e acredito muito que o grupo todo só tem a ganhar com a inclusão dela na Seleção!

Mari RamalhoMariana Barbosa Ramalho: A MARI. Um grande exemplo de persistência e determinação! Sempre quando estava em São Paulo e ia treinar com as meninas do SPAC, TODAS AS VEZES era a mesma coisa. Estava lá a Mari, com uma bola na mão e chutando a bola. Ela sempreeee chegava cedo para treinar chute. Muitos podem falar: “caramba, a Mary chuta muito!!”. E chuta mesmo, mas é tudo fruto da dedicação dela. Só mesmo sendo muito amiga para aguentá-la dando chapeuzinho em você na hora do jogo. Filha da mãe!! Ela, além de determinada, ainda tem um bom coração. Treina para se manter na Seleção e ainda consegue arrumar tempo para dedicar horas de sua vida no projeto Rugby Para Todos. Deve ser uma delícia poder devolver ao esporte tudo o que ele nos proporcionou! Não tenho dúvidas de que você é um bom exemplo e uma boa inspiração para estas crianças, Mari, pois para mim você é!

Paula IshibashiPaula Harumi Ishibashi: Já que a Luiza é a novata, A PAULINHA é a pequena grandeeee veterana deste grupo! Tive a honra de conhecer a família dela em tempos de Seleção, em que as meninas de São Paulo acolhiam as meninas de outras cidades em suas casas. Tive o prazer de ficar na casa da “PRETINHA”. Eu ainda iniciando meus conhecimentos do esporte, meio assustada por estar entre as melhores, tive a Paulinha como fonte de inspiração e conselheira! Além de todos os títulos que ela coleciona: melhora jogadora do seu time, melhor time do Brasil, melhor atleta do Sul-americano, melhor atleta brasileira, melhor atleta olímpica… eu tenho certeza que ainda tem muitos outros que ela vai colocar na prateleira do seu quarto! Confesso que sinto falta da Paulinha fanfarrona, aquela que gritava nos alojamentos: “SÓOO TEM BARANGAAA”; aquela que não dispensava uma costelinha por nada!! Amiga, você é um exemplo a todas as jogadoras do Brasil. Sua alegria e diversão fazem parte do jeito Paulinha de ser! Divirta-se muito em campo e nos proporcione jogadas inesperadas com seu jeito “muleka” de ser!!

Tais BernalTais Bernal Balconi: TATÁ, DO DESTERRO. Conheci-a no circuito nacional de sevens do ano passado. É sempre muito legal ver meninas novas com o volume de jogo e a personalidade que ela demonstrou no circuito. Realmente merecia estar ai! Recordo-me de uma cena que vi na etapa gaúcha, na final de Desterro e Spac. O jogo estava duríssimo e, como sempre, seria decidido no detalhe. A Tais, tomou a decisão de chutar uma bola no Spac, (que sempre cobre muito bem o fundo). A TATA teve a coragem de arriscar o chute… chutou uma linda bola e foi buscar. Teve a felicidade de fazer o try que deu a vitória para o Desterro. Muito sucesso, garota! Que muitas outras surpresas venham engrandecer nosso esporte!

XuxuThaís da Cruz Rocha: A XUXU. Sempre muito engraçada e extrovertida. Acompanhada de uma velocidade incrível e muito “afrontosa”. A Xuxu já passou por muitas e ótimas! Já vi esta lindeza se machucar feio e ter que se afastar dos gramados. Ela é um belo exemplo de canalização de energia. Ao invés de se afastar do grupo e ficar se lamentando, ela fazia questão de estar presente para dar apoio ao seu time, mesmo morrendo de vontade de entrar em campo e jogar. Lembro-me de quando falou: “Ai Diiiivaaa, estou louca para jogar de volta… quando eu voltar, vou matar toda essa vontade que estou sentindo agora”. E não é que ela voltou com tudo e mais um pouco?!! Xuxu, sebo nas canelas e voe baixo no sula. Lembre-se de como é ruim ficar de fora e bote as gringas para correr!

Maior orgulho do mundo de ser brasileira e ter vocês como nossas representantes! Temos um grupo incrível! Muitas outras seleções queriam ter o nível feminino que temos!!!

1,2,3… BRASILLLLLL!! NÓS ACREDITAMOS!!!

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