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Diretor da CBRu fala sobre projetos do rugby juvenil feminino

João Uva, diretor de desenvolvimento da CBRu (Foto: Rugby de Calcinha)

João Uva, diretor de desenvolvimento da CBRu (Foto: Rugby de Calcinha)

Por Teresa Raquel Bastos

Ainda repercutindo a Copa Cultura Inglesa do fim de semana, na ocasião entrevistamos um dos diretores de Desenvolvimento da CBRu, João Uva. Dentre outras coisas, ele falou sobre projetos da modalidade, o avanço do rugby feminino juvenil e competições futuras.

Rugby de Calcinha: João, vamos começar com uma pergunta polêmica. Por que demorou tanto para o rugby feminino entrar na Copa Cultura Inglesa?

João Uva: Na verdade, não havia muitas meninas na idade para torneios juvenis. Vários clubes começaram a investir na categoria de base recentemente, e para continuar esse trabalho precisavam de uma competição. A Copa veio para suprir essa necessidade, mas ainda sim tivemos que ser flexíveis quanto as idades, pois não havia garotas suficientes para dividir entre M-16 e M-18. Hoje, ajustamos tudo para M-18, mesmo correndo risco de diminuir a técnica.

RdC: Quando paramos para analisar os clubes que enviaram equipes, percebemos uma exclusividade das regiões sul e sudeste. As outras regiões não possuem times juvenis? Qual a posição da CBRu em relação a esse problema e como ela se mobiliza para resolver?

JU: Há projetos de desenvolvimento com as Federações, com incentivo ao rugby feminino de formação. Mas esses órgãos não podem ser desenvolvidos daqui de São Paulo, e sim partir de dentro dos outros estados. De longe, não conseguimos. Damos suporte às federações, e quando não existem no estado, damos ajudas pontuais como levar educators para cursos de coaching e arbitragem. As outras regiões ainda estão em formação das categorias de base, então não conseguem mandar representantes a competições, tampouco realizá-las por lá.

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RdC:
E como a CBRu enxerga essas competições voltadas para o juvenil e a ligação com as Olimpíadas de 2016?

JU: Há sim um interesse da Confederação de desenvolver essas jogadoras visando os jogos olímpicos, por isso estamos tentando fomentar competições para que, dessa forma, haja estímulo para jogar. De que adianta os clubes formarem times juvenis se não há um torneio para que possam comparar seu desenvolvimento com o de outros times? Só treinar sem competir não estimula ninguém. É preciso que haja ao menos um grande evento como esse para que cada jogadora se programe e treine bastante para dar o máximo e tentar conquistar vitórias. Por isso estamos planejando, sim, outras competições.

RdC: E quais os frutos colhidos até então?

JU: O desenvolvimento de talentos, sem dúvida. No masculino tem acontecido isso, então o próximo passo é o feminino também garantir o futuro do esporte. As competições estão aí para gerar o interesse pela disputa e, consequentemente, pela vitória.

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