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Touritas levam a primeira taça feminina da Copa Cultura Inglesa

Por Teresa Raquel Bastos

O dia de hoje foi para consagrar duas verdades: existe um rugby juvenil feminino de alta qualidade (mas que precisa crescer) e que os projetos sociais do esporte realmente criam vencedores. Quem tinha dúvidas se deparou com uma final com dois times nessa situação.

Antes de falar da final, quero parabenizar a todas que reforçaram o espírito do rugby nesses dois dias. É sangue novo dentro de campo, e muita união fora dele. Era lindo acompanhar de perto a força que a capitã passa para suas garotas, as palavras de estímulo, o abraço da vitória e a cabeça erguida após a derrota.

Os jogos foram melhores que os de ontem, sendo um pouco mais equilibrado. Houve uma significativa melhora das SPACats dentro de campo, e tenho certeza que também é efeito da conversa antes do jogo com grandes estrelas da Seleção que também jogam/jogaram pelo grupo.

Falando nas Tupis, hoje elas deram o ar da graça no evento. Torceram bastante e puderam conferir o que, em breve, poderá substituí-las no futuro. Acho que gostaram do que viram.

Uma salva de palmas para as guerreiras do São José que mostraram “sangue no olho” e ficaram com o terceiro lugar, jogando contra o Jacareí, que nessa partida se mostrou um pouco perdido com passes e tackles, mas que ganhavam quase todos os rucks. Sem dúvidas um ponto forte a ser melhor explorado.
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A final foi um jogaço. Muita gritaria fora de campo, muita tensão por parte da comissão das equipes e, principalmente, muita expectativa das meninas. Como falei no primeiro parágrafo, o que tornou esse jogo mais especial foi o fato de serem de projetos sociais de inclusão ao rugby. Uma vez bem no começo do Rugby de Calcinha, quando ainda era um blog, escrevi um texto falando “onde encontrar novas jogadoras de rugby”. A explicação é: procurem diamantes em comunidades excluídas do acesso a um esporte “estrangeiro” e depois lapidem. E, como prêmio extra, ainda conseguem fazer o diferencial na vida de pessoas que precisam. E minha teoria é comprovada na Copa.

Outro fato interessante é que a CBRu, primeiramente, não queria deixar essas equipes participarem por terem, em sua maioria, jogadoras M-16. Mas, deparando-se com a escassez de meninas nessa faixa etária e tendo consciência de que elas já tinham jogado com adultas, permitiram rearranjar o campeonato para todas serem M-18. A instituição máxima do rugby no Brasil tinha receio de que por serem mais novas, elas teriam dificuldades e poderiam “baixar” o nível técnico das outras. Aconteceu o contrário!

Nessa partida, as Leoas de Paraisópolis foram escaladas de forma que contemplariam atletas que ainda não tinham jogado ou participado de uma final. Ou seja, o time que jogou a competição toda foi misturado, o que talvez tenha causado a derrota. Porém percebendo como elas são amigas entre elas e o trabalho da técnica Marcia Müller, talvez tenha sido o nervosismo. Era perceptível a ansiedade, aquela aflição da novidade, do caminho onde nem elas mesmas esperavam chegar, e isso afetou um pouco a organização da linha, por exemplo. Enquanto as Touritas afundavam no ataque, as Leoas faziam “bolinhos” de um só lado do campo, seguindo a bola. Erros como esse são superados com o maior número de competições, o que parece ser o futuro do rugby juvenil (passar de amistosos a competições de verdade).

As Touritas levaram a melhor, mas todos saíram vencendo nessa final. Uma festa linda!
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Só lamento muito a CBRu ter sido desleixada com a ambulância, um ponto imprescindível que não pode se dar o luxo de ser esquecida. Havia duas ambulâncias e quando uma precisou ser usada e deixou o estádio, a outra sequer pegava no tranco. Não ligava, nem com vários forwards empurrado à la scrum. E se tivesse acontecido algo que necessitasse transferência para um hospital? É algo que não deve ser deixado como opcional, e sim uma prioridade.
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Um extra a ser comentado é a vitória do masculino M-18. A emoção dos meninos do SPAC chorando fez certas pessoas chorarem um pouquinho (eeeeeu!!!!). São esses momentos que marcam a carreira de qualquer jogador de rugby: a paixão pelo esporte e por sua camisa. <3 Parabéns!

CLASSIFICAÇÃO GERAL – FEMININO M-18

1- TOURITAS (PR)
2- LEOAS DE PARAISÓPOLIS (SP)
3- SÃO JOSÉ (SP)
4- JACAREÍ (RJ)
5- SPAC (SP)
6- SELEÇÃO FLUMINENSE (RJ)

Todas as fotos do campeonato estão em nossa página no Facebook!

Próximo fim de semana estaremos cobrindo o Brasil Seven’s! Não deixem de curtir nossa página e acompanhar tudo ao vivo 🙂

Comentários

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